O começo

Caro leitor,

A criação desse blog foi motivada por uma gana minha sempre que decido partir para  alguma nova empreitada: Ler registros de pessoas que já a realizaram, tentando obter uma pré-experiência que me pode agregar muito valor. Vamos então, resgatar os acontecimentos que transcorreram desde o dia em que comecei a flertar com a aviação até a criação deste blog.

Sempre fui fascinado por aviões. Nascido em Niterói e residente de São Gonçalo/ RJ, sempre quando ia ao Rio, ficava prestando atenção no movimento do aeroporto Santos Dumont, seja a partir da Ponte Pres. Costa e Silva ou (melhor ainda) a partir das embarcações que fazem a travessia da Baía de Guanabara, e tem seu atracadouro próximo a cabeceira 20 do citado aeroporto.

Porém, desde pequeno, por circunstâncias da vida, fui levado a acreditar que a profissão de piloto era algo impossível a ser alcançado por mim. Primeiramente porque é muito caro, e eu sempre ouvia que só pessoas que nasceram em berço de ouro conseguiam alcançar tal feito. E, realmente, as coisas como eram não seria possível um financiamento desta atividade por parte da minha família. O outro motivo era por não acreditar que seria possível para mim me entender com aquela confusão de botões e mostradores, pilotar um colosso daquele e ainda me comunicar com os outros. Descartei então, antes mesmo de considerar sobre, a possibilidade de me tornar um piloto.

Porém a vida me foi grata. Depois de passar por algumas dificuldades financeiras, quando acabei o colégio e comecei a cursar minha faculdade, as coisas foram melhorando. Mas até então meu foco estava voltado totalmente para a minha formação na área de computação. E isso permaneceu até meados do ano passado (2011), quando comecei a me aproximar cada vez mais da aviação sem perceber. Começou com meu “defloramento aéreo”, minha primeira viagem de avião, a bordo de um A320, posteriormente um esplendoroso Triple Seven e, para terminar a sequência, um belo 767. Tudo aconteceu no início do ano, quando fui gelar meu traseiro e aquecer minha mente em um intercâmbio no Canadá. Achei maravilhosa a sensação de voar, as vistas que pude conferir e fiquei simplesmente fascinado pela rotina e procedimentos das tripulações, porém ainda assim aquilo tudo estava muito longe de mim.

Vocês podem me condenar, criticar, ironizar, desmerecer, etc, pelo que vou relatar agora, mas é a mais pura verdade.

Numa bela manhã de sol, resolvi, despretensiosamente, comprar um joystick para o meu computador, na intenção de jogar HAWX. Joguei um bocado, gostei bastante, mas senti falta de um maior controle da aeronave, um realismo maior nesse sentido. Resolvi, então, jogar Flight Simulator, apenas como uma experiência. Fiz um monte de besteira, realmente não consegui me entender com aqueles botões e mostradores. Porém, desta vez algo me disse para continuar, para buscar mais sobre isso. Corri que nem um louco atrás de informações, estava com sede de conhecimento. Li e joguei os tutoriais do próprio jogo, li artigos na internet, entrei em um fórum sobre aviação (o que foi muito importante para o crescimento da minha paixão pela aviação), vi alguns vídeos, então finalmente resolvi tentar novamente.

É maravilhosa a sensação quando você olha aquela parafernália toda e aquilo faz algum sentido para você, mesmo que pequeno (foi assim que eu corri atrás dos conhecimentos sobre computação). E a realização que senti ao pousar um 737, mesmo que virtual, foi indescritível.

Foi aí que, associado a uma melhora na condição financeira, uma certeza de que era isso que eu queria para minha vida veio como um torpedo em minha mente. Todavia, por mais que tenha a mente e o coração nos ares, tenho os pés no chão. Esperei mais, Fiz mais alguns voos, conversei bastante com algumas pessoas da área, fiz minhas reflexões, minhas ponderações, fiz também uma análise de risco no que tange à decisão de mudar de área, fiz uma projeção, analisei o melhor e o pior caso, pesei as dificuldades e os benefícios, tracei metas, defini procedimentos e, depois de um ano pensando diariamente sobre isso, resolvi que já era a hora de correr atrás. No sábado, conversei com a minha família, com alguns amigos e, no dia 26/05, fui fazer uma visita ao aeródromo de Maricá. Visitei duas escolas, conversei com instrutores e outras pessoas, observei um pouco da rotina e tive a certeza pulsante que era aquele caminho que eu deveria seguir. Criei esse blog assim que voltei do aeródromo. Parte de Layout (mal) resolvida, consegui um tempinho para postar pela primeira vez contando a minha história, que vocês poderão acompanhar a partir de agora. Sempre que houver alguma novidade, certamente explicitarei aqui. Estou apenas aguardando algumas definições no trabalho para começar o curso de piloto privado.

No mais, me desculpo pelos possíveis problemas de redação e agradeço a visita! Volte sempre!

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